Notícias do Mundo

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quanto vale sua vida?








Q
uanto vale uma vida?
Qual o preço da sua?
Na verdade milhões de pessoas em todo mundo se perguntam, hoje, ao saírem de suas casas, se vão conseguir voltar vivos, se vão voltar a ver os filhos, esposa (marido) vivos, seus pais, parentes, amigos, se vão poder comprar aquele celular da moda, aquela roupa desejada, aquele carro mais bonito, moto, ao menos uma bicicleta.
         Pois é nos dias de hoje, não temos mais o direito de adquirir aquilo que nosso (pequeno, mas nosso) poder aquisitivo nos proporciona. Não podemos ter um momento de lazer com a família ou com os amigos, não podemos nem atender uma simples ligação na rua sem corrermos o risco de sermos assaltados e pior de sermos mortos por causa de um celular, de um trocado (que nem sempre temos disponível).
         A vida humana está banalizada, mata-se primeiro e rouba-se depois. Esses assassinos cruéis e sanguinários nem ao menos se preocupam se suas vitimas – e todos somos em potencial – são esperadas em casa por seus familiares, se pessoas dependem deles das mais variadas formas, na verdade o que esses indivíduos querem é apenas o dinheiro “fácil” para saciar os mais variados vícios, sejam eles físicos-psicológicos ou existenciais.
         Estamos à mercê desse tribunal dos horrores humanos, das mazelas sociais, das tristezas psicopatológicas onde podemos pagar com a vida o “crime hediondo” de termos um objeto de valor irrisório, mas que é facilmente usado para satisfazer suas “necessidades”.
         Nossas casas – quando temos recurso para tanto – tem sido transformadas em prisões as avessas onde portões de ferro, cercas elétricas e cães ferozes, nos separam do que nos é de direito, mas não nos é assegurado que é nosso sagrado direito de ir e vir, ou seja, de sermos livres, pois nada fizemos para estarmos presos em nossos próprios domicílios enquanto bandidos circulam soltos pelas ruas que deveriam ser frequentadas livremente por nós, cidadãos livres, honestos e pagadores de impostos.
         Não adianta cobrar mais segurança, policiamento nas ruas e nem leis mais rígidas, isso ajudaria com certeza, mas a solução está muito mais na educação, na conscientização de pais, familiares e sociedade em geral.
Temos que procurar ajudar nossos jovens a se livrarem das drogas e dos sentimentos de poder que o dinheiro nos dá.           Precisamos educar para a vida, ensinar que é através do trabalho honesto e não do ilícito que vão conseguir os bens de consumo que a sociedade capitalista tanto os faz desejar, que não é através do consumo de entorpecentes que vão se livrar dos problemas. Como diria o codificador da doutrina espírita, Allan Kardec: “É mais pela educação, que pela instrução, que se transformará a humanidade”.
         Pois é, cuidemos de nossas vidas, de nossa família e que Deus seja por todos nós, porque na verdade não sabemos quanto vale nossa vida do cambio negro da moléstia social, mas com certeza, infelizmente, não vale lá muita coisa.
          

terça-feira, 29 de maio de 2012

Malamen


Desde menino sou medroso
mufino e desconfiado
com aquilo que não conheço
já fico encabulado
me falta ação e fala
diante do inesperado

Por pouca coisa já choro
já me escondo dou sumiço
boto logo pra tremer
diante de um rebuliço
se sinto um arrepio
digo logo:-que diabo é isso?

Não gosto de cemitério
em velório num sou chegado
faço logo o sinal da cruz
quando me vejo aperreado
se vejo um lugar antigo
penso logo que é assombrado

Das coisa de outro mundo
não quero que me conte nada
malassombro, besta-fera
Deus me livre, quero nada
pomba-gira, exu-caveira
fulozinha, alma-penada

Meu medo só aumenta
quando chega noite escura
me tranco dentro de casa
me da logo uma amargura
tomo chá, me tremo todo
e o povo diz que é frescura

Mas não é frescura não
esse medo começou bem cedo
quando eu era criança
já vivia morrendo de medo
não ficava em lugar sozinho
gelava logo a ponta dos dedo


Mas isso em mim tem uma origem
uma lógica explicação
começou quando eu dormia
com minha tia do coração
ela antes de dormir
rezava uma oração:

- Deus proteja nossa casa
e a dos vizinho também
Deus proteja nossa família
e a dos outro também
e proteja a mim e meu sobrinho
e livrai-nos do malamem

Aquilo me dava um medo
e um calafrio também
eu cobria a cabeça
pru mode num vê ninguém
e ficava imaginando
que mulesta é malamem?

Deve ser assombração
coisa boa num pode ser
pra tia rezar toda noite
pra ela num aparecer
pra Deus livrar a gente
desse mal acontecer


E assim passei a infância
imaginando o que seria
um bicho, uma alma penada
e se ela aparecia
eu num tinha sossego
enquanto o dia num amanhecia

Até hoje não durmo sem reza
o tanto que me convém
livrai-me de todo mal
dos que vem e os que não vem
mas até hoje num sei
o que mulesta é malamem.

                                                 (Angelo Rock) 24/05/2012



Essa é minha primeira criação no mundo do cordel.
Me vi incentivado a criar durante a oficina de cordel ministrada pelo professor Adoniran, a quem agradeço pelo incentivo e conhecimento compartilhado.


  









domingo, 6 de maio de 2012

Hino Racional Brasileiro





Ouviram entre zangas às margens ácidas
De um povo paranóico, ignorante:
Dessa sociedade o mais estúpido
Tornou-se deputado nesse instante

Sem penhor à igualdade,
É difícil conquistar sem ter suporte
Eu receio privacidade
Já venderam o país de Sul a Norte

Está tramada
Outra cilada
Salve-me! Salve-me!

Brasil, me ponho tenso, caio ínfimo
E toda esperança desvanece
Se o teu formoso é réu, risonho cínico
A imagem do dinheiro o engrandece

Gigante. A cadeia é sua empresa
E eu para encher o bucho há tanto esforço
E meu futuro espelha uma pobreza
Escancarada!

Entre outros mil, sofro com o frio,
Sem chão, sem casa...

Com os filhos desse solo és mãe senil
Pátria amarga Brasil!

Se na Europa é tudo tão esplêndido
Aqui a gente só vai para o fundo
Usuras do Brasil, chorão da América
Incriminado sou de vagabundo

"Tua terra é inimiga,
Não encontro nem trabalhos sofredores;
Meu estoque de comida,
Na cueca querem pôr os Senadores”

Ó pátria inata,
E dólar trata,
Salve-me! Salve-me!

Brasil, o Bolsa-escola virou símbolo
Pingado que sustenta um bom bocado
Mendigo vede o dolo dessa fórmula:
Por cento e trinta, o seu voto é trocado

Mas, se ergue a justiça lasca o pobre
Verás que quando qualquer rico furta
Não teme, chora, ou implora: a sua sorte
Está comprada!

Entre outras mil, ninguém te viu,
Fazendo nada!

Que nossa presidenta pueril
Faça algo ao Brasil!
Cicero Fernando Ferreira Teixeira

domingo, 11 de dezembro de 2011

A evolução da mente humana através dos tempos


Durante séculos, milênios o homem vem evoluindo gradativamente, isso é mais que perceptível quando nos deparamos com os avanços da ciência, tecnologia, agricultura, cultura e religião.
Esse avanço torna-se ainda mais acentuado nas últimas décadas, principalmente no que diz respeito ao campo comportamental, filosófico e cognitivo.
Mas quero me reportar nesse texto, também, a evolução da mente humana dos nossos ancestrais mais remotos desde o Australopitecos, passando pelo Homo habilis e Homo sapiens até os dias atuais, Homo sapiens sapien: homem moderno.
Podemos observar que ocorreram dois grandes surtos de aumento, um entre dois milhões e um entre um milhão e meio de anos atrás, que parece estar relacionado como o aparecimento do Homo habilis, e o outro, menos nítido, entre quinhentos mil e duzentos mil anos atrás. Os arqueólogos especulativamente associam o primeiro ao desenvolvimento da manufatura de utensílios, mas não conseguem detectar nenhuma mudança marcante nos registros arqueológicos que se correlacione com o segundo pico de rápida expansão cerebral.  (MITHEN, Steven. A pré-história da menteUma busca das origens da arte, da religião e da ciência. São Paulo-SP: UNESP, 1996, pg 20)
Nos parece que o aumento do tamanho do cérebro está relacionado ao aumento do intelecto da inteligência, uma vês que as maiores e mais consideráveis transformações no comportamento humano ocorreram muito depois do aparecimento do homem moderno-Homo sapiens sapiens
Essas transformações englobam o aparecimento das manifestações culturais e artísticas, como figuras esculpidas, pinturas etc; a religião, o surgimento de uma tecnologia mais apurada e complexa, a manufatura em grande escala dando margem propicia a industrialização.
Também podemos destacar o surgimento da agricultura como meio de subsistência. (Vale destacar que as primeiras manifestações agrícolas tem início assim que o homem sai do nomadismo para o sedentarismo).   
Essas são, sem dúvidas, grandes manifestações de que vem de encontro com os mais expressivos modos de vida do homem moderno dos dias atuais: rascunho da modernidade.
Segundo Steven Mithen, no livro A pré-história da mente - Uma busca da origens da arte, da religião e da ciência: Para encontrar as origens da mente moderna temos que mergulhar na escuridão da pré-história. Voltar ao tempo que antecede as primeiras civilizações, e que começa há apenas cinco mil anos. Voltar ao período anterior as domesticações iniciais de animais e cultivo de plantas, há dez mil anos. Temos que olhar num relance para a origem da arte, há três mil anos, mesmo aquela criada pela nossa própria espécie, Homo sapiens sapiens, no registro fóssil de cem mil anos de idade. Nem mesmo o tempo remoto de dois milhões e meio de anos, quando as primeiras ferramentas de pedra parecem, é adequado. Nosso ponto e partida para uma pré-história da mente não pode retroceder menos que seis milhões de anos, porque nesse período viveu um símio cujos descendentes seguiram dois caminhos evolutivos distintos. Um deu origem aos símios modernos, os chipanzés e os gorilas, e o outro aos humanos modernos. Consequentemente, esse antepassado é chamado ancestral comum. (MITHEN, Steven. A pré-história da menteUma busca das origens da arte, da religião e da ciência. São Paulo-SP: UNESP, 1996, pg 29)

É certamente muito interessante sabermos que temos um ancestral em comum com os macacos, e uma evolução totalmente distinta a deles, tanto no que diz respeito ao corpo, forma de andar, comer, se comunicar e se relacionar, quanto no que diz respeito, e principalmente, a mente.
Temos um ancestral em comum com os macacos, a que chamamos elo perdido, no entanto temos uma evolução totalmente diferente.
            Talvez esteja justamente nesse hiato, na falta desse elemento de ligação, desse elo perdido, que esteja a chave para desvendarmos os meandros dessa evolução tão distinta, partindo de um ancestral em comum, entre nós e os macacos.
            Acredito que se pudéssemos achar esse elo e pesquisá-lo, estaríamos diante do “manual” que ajudaria a entender muito mais sobre a tão complexa rede que forma a mente humana e sua evolução durante tempos.
            Mas enquanto a comunidade científica e antropológica não chega ao, tão sonhado, elo perdido nós vamos, dentro das nossas limitações tentando entender os processos que levaram e levam a evolução tão significativa da mente humana.
Até onde essa evolução vai? A que ponto chegará?
Essas perguntas são muito difíceis pra não dizer impossíveis de serem respondidas. O homem não tem a menor ideia de onde vai parar isso tudo, do que sua própria mente é capaz, quais os limites da inteligência humana.
A mente humana evoluiu e continua evoluindo de acordo com o passar dos tempos. Mas essa evolução tem estágios de evolução mais rápida e mais lenta.
Para que melhor entendamos, vou fazer uma rápida viagem pelo tempo: Primeiramente vamos nos reportar aos tempos mais remotos há aproximadamente seis milhões de anos, época do nosso antepassado em comum com os macacos: o símio, o chamado elo perdido, que quase nada se sabe ao seu respeito sendo assim sem muita representação no que tange a evolução da mente;
Em seguida, há aproximadamente dois milhões de anos, surge o primeiro representante da espécie Homo, o Homo habilis. Talvez o primeiro a manufaturar ferramentas  líticas (feitas de pedra), demonstrando com isso já uma certa evolução da mente, capaz de produzir artefatos para facilitar sua vida.
Há cerca de um milhão e oitocentos mil anos surge o Homo erectus. Sua maior característica seja talvez o fato de andar ereto, de cabeça erguida aproveitando a visão periférica para caça e proteção. Nesse estágio evolutivo ainda não há um aumento considerável do tamanho do cérebro e da inteligência.
Estendendo agora a época de trezentos mil anos atrás surge o Homo sapiens, com cabeças agora mais arredondadas e um aumento no tamanho do cérebro.
Cerca de cem mil a sessenta mil anos atrás, surge o Homo sapiens sapiens, considerado o homem moderno. A partir daí transformações no tamanho do cérebro ficam mais marcantes e o aumento da atividade intelectual fica ainda mais evidente, com a explosão da cultura, religião, agricultura e a tão badalada tecnologia. Toda essa evolução desde os símios até o Homo sapiens sapiens ocorre primeiramente na África expandindo-se para Europa e apartir daí para o resto do globo terrestre.
Mas a partir do Homo sapiens sapiens, homem moderno, é que surge verdadeira mente a grande tecnologia e é essa tecnologia que nos dá, de maneira mais clara, uma verdadeira noção da evolução da mente humana.
Desde a descoberta do fogo até os dias atuais, a evolução da mente expressada de forma definitiva, através do progresso tecnológico é incrivelmente impressionante.
A descoberta da roda, da eletricidade, da lei da gravidade, o advento da informática, a matemática, a física, a medicina, a arte... Poderíamos descrever inúmeros exemplos da evolução da mente humana, da inteligência depois que o homem moderno passou a existir e firmar-se na terra, na forma de civilização.

  No mundo Moderno a tecnologia está à nossa volta. Automóveis, computadores, energia nuclear, naves espaciais, raio X, câmaras de filmar, microondas, etc.
   O mundo de hoje é uma aldeia global onde as pessoas podem comunicar e trabalhar em qualquer lugar.
   A tecnologia tem o seu lado negro. São exemplos disso a energia nuclear e a contínua poluição da atmosfera.
   Em 1986 duas enormes explosões destruíram o reactor central da central nuclear de Chernobyl no centro da Ucrânia. Há a possibilidade de 20000 a 40000 pessoas morrerem, de cancro nos próximos sessenta anos, na região. O outro reactor central foi encerrado em 1991 e em 1995 foi feito um acordo para encerrar a central mas ela continuou a funcionar.
   A guerra do Golfo teve início em Fevereiro de 1991 e estiveram em confronto o Iraque e uma coligação de 28 nações. Nesta guerra estiveram presentes armas "inteligentes". Os bombardeamentos atingiram alvos estratégicos como bases militares e sistemas de comunicações. A tecnologia de ponta foi utilizada por exemplo em bombas guiadas por laser e rockets.
   Esta guerra chamada "Tempestade no Deserto" foi a primeira demonstração em larga escala da moderna tecnologia bélica como mísseis guiados, munições "inteligentes", equipamentos de visão nocturna, sensores de infravermelhos e  modernos sistemas de comunicação de dados.
   Em 1979 foi inventada uma nova técnica que revolucionou a indústria de gravação, o CD (Compact Disk). Num pequeno disco de 12 centímetros pode ser armazenada mais de uma hora de música. Mais tarde uma tecnologia semelhante deu origem ao CD-ROM usado em informática. Novos caminhos se abriram. Além da capacidade para armazenar texto, este texto pode ser acompanhado por música, citações, imagens ou pequenos vídeos.
   Em 1997 uma nova tecnologia apareceu para destronar o CD-ROM , chama-se DVD, aumentando para mais de uma dezena de gigabytes a capacidade de armazenamento.
   Nos anos 90 a proliferação do CD-ROM dando acesso a mais de 650 megabytes num só disco, fez com que se possa dizer que é a época do multimédia. O primeiro CD-ROM concebido em Portugal foi lançado em 1993.
   Com a evolução dos computadores nos anos 80, tornando-se cada vez mais rápidos, surgiu a possibilidade de explorar a realidade virtual. A realidade virtual pode ser utilizada para treinar pilotos de aviões, simular operações cirúrgicas ou conhecer um monumento mesmo antes de ele ser construído.
   Em 1981 foi diagnosticada a SIDA. Começou por aparecer em grandes cidades em grupos de homossexuais ou que usavam drogas intravenosas mas rapidamente apareceram outros grupos de risco como os hemofílicos, prostitutas, etc. A SIDA tornou-se uma emergência mundial. O vírus causador da doença foi isolado em 1982 mas o avanço da doença continua.
   Fomos também visitados pelo cometa Halley, visível aproximadamente de 76 em 76 anos. Este cometa esteve bem visível durante o ano de 1986. Volta a reaparecer em 2061. Foi estudado através de sondas espaciais entre as quais a sonda europeia Giotto.
   Em 1993 cientistas do INETI constróem o primeiro satélite português, pesando cerca de 50 quilogramas para ser lançado para o espaço pelo foguetão Ariane 4.
   Em 1993 astrónomos americanos detectaram dois componentes no centro de Andrómeda (galáxia espiral mais próxima da nossa), indicadores de um possível núcleo duplo.
   Em 1984 os cientistas descobriram um buraco de ozono na Antárctida. Surge a preocupação dos raios ultravioletas mortais conseguirem chegar à terra causando o cancro.
   Assistimos também nos últimos anos à expansão da Internet. Criada em 1970 pela defesa americana evoluiu primeiro num círculo universitário vulgarizando-se o acesso por volta de 1993.
   Em 1978 nasceu o primeiro bebé resultante de fertilização artificial (bebé proveta), em Inglaterra. O mesmo sucedeu em Portugal em 1986.
   No ano de 1997 surgiu um sinal de alerta quando se tornou pública a notícia da clonagem de uma ovelha a que foi dado o nome de Dolly. Apesar do feito científico muitas pessoas ficaram apreensivas devido à possibilidade de utilizar os mesmos métodos em humanos.

A evolução da mente é indiscutível, e essa evolução trouxe com sigo a evolução de comportamento e pensamento, o homem moderno é apenas sombra dos seus ancestrais, mas será sempre homem, mente pensante, adaptativa, interativa, reacionária e racional.
A mente humana está bem longe de ser desvendada por completo, embora seja pesquisada a exaustão, principalmente no que é metafísico.